Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

Logomarca ou logotipo?

Afinal, o certo é logomarca ou logotipo? Primeiramente vamos aos seus respectivos significados:

Logomarca é um neologismo usado de forma empírica e genérica, para designar logotipo, símbolo ou marca, sem que haja consenso nem precisão absoluta ao que ele se refere, se apenas ao símbolo, ao logotipo ou ao sinal misto (combinação de ambos). O seu uso está popularizado no Brasil e o termo consta do dicionário Aurélio e é considerado correto pela Lingüística. No entanto,
termo é visto como inadequado por diversos designers por não possuir a necessária precisão.

Em seu livro "O Efeito Multiplicador do Design", a designer Ana Luísa Escorel discute o termo logomarca. Ela lembra que a palavra logos, vem do grego significando conhecimento e também palavra. E, embora a etimologia coloque como correlato mais apurado de logos em português os
termos estudo ou lógica, a designer afirma que logomarca significa “palavra-marca” o que, na opinião dela, não faz sentido. Ela defende ainda que os brasileiros deveriam adotar os termos utilizados no resto do mundo. Essa atitude no entanto não é difundida entre os que não são profissionais da área de design que usam o termo coloquialmente por acharem os outros termos incompletos.

"Curioso que áreas tão afeitas à moda e à terminologia usada internacionalmente para tudo o que diz respeito aos assuntos do setor, como a publicidade, o marketing e mesmo o design gráfico, desprezem as designações corretas, presentes nos artigos publicados pelas revistas especializadas do primeiro mundo. Nelas as palavras logotype, logo ou symbol pontuam cada página, para lembrar apenas os países de língua inglesa."

_(Ana Luísa Escorel - Em O Efeito Multiplicador do Design - Editora Senac, pág. 56)


Logotipo, ou logótipo, refere-se à forma particular como o nome da marca é representado graficamente, pela escolha ou desenho de uma tipografia específica. É um dos elementos gráficos de composição de uma marca, algumas vezes é o único, tornando-se a principal representação gráfica da mesma. A expressão costuma ser confundida com o neologismo logomarca, cuja imprecisão e incorreção costumam ser questionados pelos designers e estudiosos do design gráfico.

Logotipo é uma assinatura institucional, a representação gráfica da marca. Por isso ela deverá aparecer em todas as peças gráficas feitas para a empresa. Como toda assinatura, o logotipo precisa seguir um padrão visual que a torna reconhecida onde quer que ela seja estampada.Usar corretamente o logotipo é uma das ações obrigatórias para o reforço da imagem e da personalidade da empresa. O logotipo da Coca-Cola. A marca Sony ao grafar a sua marca, utiliza apenas a forma particular como o nome da marca é representado graficamente - o logotipo, prescindindo da utilização de qualquer outro elemento gráfico adicional (símbolo) para compor a marca. Ao contrário da SONY, a Wikipédia, utiliza simultaneamente um símbolo e um logotipo para grafar a sua marca.

“O símbolo e o logotipo são formas de grafar a marca, de torná-la visualmente tangível. É comum as pessoas se referirem ao símbolo como marca. Diz-se freqüentemente: a marca da Coca-Cola ou da Fiat, quando, na verdade, a intenção é a referência ao logotipo da Coca-Cola ou da Fiat. Da mesma maneira, símbolos também são chamados de marcas e também é comum se ouvir referência à marca da Volkswagen ou da Mercedes-Benz, quando a designação correta seria símbolo (...). Logos em grego quer dizer conhecimento, e também palavra. Typos quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia-da-palavra ou palavra-padrão.”

_(Ana Luiza Escorel - "O Efeito Multiplicador do Design" - Editora Senac, pág. 56)

Muitos dizem que logotipo é uma marca representada através da tipologia, logo, logomarca seria um símbolo. Porém, a Copa-Cola é uma marca que apresenta tipologia, e não deixa de ser um símbolo.

A Shell é uma marca representada por um símbolo, a concha, porém também é utilizado a tipologia embaixo da concha, tipologia e simbolo juntos. Eaí, logomarca ou logotipo?

Já ouvir falar também que a marca seria um produto X da empresa Y. A Coca-Cola possui a marca Sprite, logo sprite é a marca da coca-cola. Só ouvi, ainda não entendi essa tese.

Esse assunto é muito pano pra manga, eu sempre disse logotipo, até que um instrutor de criação e design da Impacta disse que poderia ser relativo logomarca e logotipo.

Hoje eu não digo logotipo nem logomarca, prefiro ficar com identidade visual.

Os 5 segredos para aumentar sua criatividade

Como quero trabalhar na área de publicidade, andei olhando muitas vagas por aí, mas sem experiência fica um pouco complicado conseguí-las. Bem, estava procurando um tutorial de Joomla (cms que parece ser bem interessante) e encontrei esse blog que é show de bola, muito bacana mesmo. Depois de ler um post, resolvi postá-lo aqui na íntegra. Ótimas dicas:

_por Bruno Ávila

Dúvida recorrente da maioria dos web designers, principamente aqueles que estão começando, a criatividade é considerada a maior dificuldade e o bem mais precioso que encontramos em nossa profissão. O problema é que nem sempre encontramos a tal criatividade. E agora? O que fazer?

Muitos acham que é dom, que as pessoas já nascem com ela. Sem dúvida existe alguma verdade nessa afirmação afinal em todas as profissões encontramos pessoas de criatividade rara, que vão desde os mestres do Futebol como Pelé e Garrincha até grandes músicos como Tom Jobim e Roberto Carlos. (Claro, Roberto Carlos! Vai me dizer que um cara que conseguiu colocar na letra de uma música a frase “nos programas vespertinos de televisão” cujo tema são as baleias, isso não seria uma grande prova de criatividade?). ;)

Porém existe um nível de criatividade que todos nós podemos adquirir com o aprendizado. Assim como qualquer um aqui pode aprender a tocar guitarra. Uns vão demorar mais, outros menos, mas com disciplina e determinação com toda certeza você também será capaz de tocar tal instrumento. Tá, é bem provável que você não chegue aos pés de Eric Clapton e Mark Knopfler mas você poderá tocar guitarra ao nível de um guitarrista do NXZero, Charlie Brown Jr ou CPM22, porquê não? ;)

O que estou querendo dizer é que para fazer layouts bonitos e profissionais não é preciso nascer de novo. Basta ter disciplina e seguir algumas regrinhas que vou dizer aqui. A idéia é trabalhar melhor o seu bom gosto, apurando seu sentido visual e assim sair do amadorismo. Tudo isso a gente pode aprender. Aqui vão algumas dicas.

1. Observe e Questione! Essa é uma dica que costumo dar a todos os meus alunos. Como ser criativo sem observar e questionar a criatividade dos outros? É, nesse caso só nascendo de novo e vindo com esse poder. Agora, se você não está afim de nascer de novo para ter esse dom de ser criativo sem influência de ninguém, passe a observar e questionar. Veja o layout do meu site. Porquê eu utilizei essas cores? Porquê esse fundo? Porquê coloquei meu logotipo do lado esquerdo e não do lado direito? Vá até a televisão. Porquê a vinheta da Globo tem o fundo branco? Porquê aquele som? Porquê a Globo sempre utiliza a mesma fonte em todas as chamadas, reportagens e vinhetas de novela? E porquê a Record imita essa fonte? Porquê a maioria das marcas de empresas de tecnologia são na cor azul, preto, vermelho ou cinza? Porquê nenhuma tem a cor rosa-choque? Passe a observar, perguntar e procurar as respostas. Ao procurar as respostas você aprende e vai guardar isso na memória. Quando pedirem para você fazer um logotipo de empresa de tecnologia, por exemplo, você já vai saber porquê utilizar azul, preto, vermelho ou cinza, ou até mesmo, arriscar e ser ousado num logotipo rosa-choque. ;)

2. Brainstorm. Essa palavra afrescalhada nada mais é do que “tempestade de idéias”, que também soa como outra frescura. Mas nada mais é do que você juntar todo mundo da equipe e ficar soltando idéias pra todo mundo, o vulgarmente conhecido como “peidando idéia”. (desculpe a expressão, não pude segurar, aí tive que… soltar a expressão). ;) Um vem com uma idéia, outro com outra idéia. Às vezes o início da idéia de um é bom mas o final não. Já o outro amigo tem um final melhor do que do outro amigo. Dessa confusão pode vir algo criativo. Essa prática é feita normalmente em grandes agências. Muitas propagandas premiadas não nasceram de uma pessoa só que tinha o dom da criatividade, mas de várias pessoas que soltaram uma ali e outra aculá.

3. Relaxe. A criatividade muitas vezes não vem durante o trabalho. Vem quando você está relaxado. Isso é muito comum. Pode vir enquanto você está dirigindo, sentado no metrô, deitado na cama ou até mesmo lavando prato. Como sua cabeça está vazia e você está relaxado sem estar focado em nada, a idéia vem. Normalmente o start dessa idéia ocorre quando você vê alguma coisa durante esse relaxamento ou quando vem algum pensamento ou memória, desencadeando a idéia.

4. Durma. Se você passou horas e horas pensando e nada que preste veio, então vá dormir. Estudos de cientistas americanos mostram que o sono estimula a criatividade. O estudo feito por Sara Mednick, da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, e colegas mostra que a fase REM estimula diretamente o processamento criativo mais do que qualquer outra fase do sono ou mesmo durante o período em que se está acordado. Por isso, não é raro a gente ir dormir sem solução para um layout e acordar com uma solução criativa pronta na cabeça, faltando apenas jogar para o computador.

5. Estude. Criatividade, principalmente em web design, segue tendências. O que é bonito hoje provavelmente não será bonito amanhã. Por isso é importante sempre se manter atualizado, estudando novas soluções de layout, continuando a ler este blog periodicamente e fazendo cursos de atualização, principalmente cursos que propõe você a produzir e estimular sua criatividade como este aqui.

Ser criativo não é impossível. Basta querer.

Para o alto e Avante!

Como obter a tal experiência se os 'sem-experiência' não tem oportunidades?

Salve o amigo-de-cada-dia! Encontrei esse artigo bem bacana, ele é de outubro de 2009. O autor é o Bruno Lessa.
Já reparou? A maioria dos anúncios de vagas de emprego e estágio para publicitários que vemos hoje exigem do candidato formação acadêmica, experiência na área, conhecimento de língua estrangeira, portfólio e uma série de outros requisitos que já deixaram de ser diferenciais e se tornaram obrigatórios na busca por uma colocação no mercado, principalmente a “tal da experiência”.

É notório que a concorrência profissional está maior a cada ano que passa, sobretudo no mercado publicitário no qual 15 mil novos profissionais ingressam anualmente. Com tanta mão de obra disponível, a tendência é o mercado ficar mais seletivo, e as empresas optarem por preencher suas vagas de emprego com profissionais mais qualificados e experientes.

Nem mesmo a recente Lei nº 11.644, que proíbe às empresas de exigir do candidato a emprego a comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses, tem impedido que isto ocorra. Imagine a seguinte situação: uma grande agência realiza um processo seletivo para Redator, em que há 5 profissionais na disputa. Todos aceitam o salário oferecido e possuem as qualidades pessoais necessárias, no entanto, dois deles não possuem experiência na função, dois possuem experiência de 6 meses e um possui experiência de 5 anos com um vasto portfólio. Não é difícil imaginar qual profissional será escolhido para a vaga. Daí surge uma questão: como obter a tal da experiência profissional e montar um portfólio se não há oportunidades para os “sem-experiência”?

A boa notícia é que, sim, é possível conseguir experiência profissional mesmo sem nunca ter trabalhado. Não há desculpas ou justificativas. Pouca gente observa a infinidade de oportunidades que nos cercam diariamente, seja na própria faculdade ou fora dela. Portanto, para provar que é possível, vamos listar as oportunidades rebatendo os principais argumentos da dificuldade:

“Ninguém nunca me deu oportunidade para trabalhar e mostrar meu talento”
Essa é uma das justificativas mais comuns de quem não tem experiência. Ela pode até ser verdadeira, mas há uma série de locais que querem o seu talento, ou melhor, precisam dele, e podem não se importar nem um pouco se você tem ou não experiência. Onde? Nas mais diversas instituições filantrópicas, ONGs, projetos sociais, comunidades carentes desse país. Já pensou em fazer voluntariamente uma bela campanha publicitária para arrecadar roupa de frio no inverno e oferecer àquela comunidade carente da sua cidade? Não interessa se você é redator, diretor de arte, planejamento... Sem sair da sua especialidade essa pode ser uma excelente forma de demonstrar o seu talento, ter uma bela peça no seu portfólio e ajudar quem precisa. Sem contar que além de mostrar o seu lado profissional irá mostrar o seu lado humano, o que também é valorizado nas entrevistas de emprego. O mesmo vale para campanhas de conscientização no trânsito, de doação de sangue, etc. Acredite, tem muita gente interessada no seu talento.

“Não tenho tempo para fazer estágio pois preciso trabalhar”
A mesma dica acima vale para esta justificativa, pois tudo isso você pode preparar no seu tempo livre ou nos finais de semana. Além disso, praticamente todas as Universidades brasileiras (pelo menos as que possuem um mínimo de qualidade e preocupação com o ensino) possuem uma agência experimental (ou empresa júnior) no curso de Publicidade e Propaganda. Agência experimental nada mais é do que uma agência publicitária formada por alunos e coordenada por professores, em que os estagiários têm a oportunidade de criar campanhas reais para clientes reais. Muitas vezes as atividades na agência experimental estão dentro do próprio currículo do curso, ou seja, você não precisará despender nenhum tempo extra para estagiar, basta apenas se interessar e participar destas atividades. E mesmo fora da agência experimental, os próprios trabalhos desenvolvidos ao longo do curso podem servir para formar a sua pasta. Basta encará-los como um trabalho profissional e se empenhar ao máximo para que saiam com qualidade. Isto lhe trará a tão necessária experiência profissional que você irá precisar lá na frente. Se sua faculdade não possui uma Agência Experimental converse com o seu coordenador e funde uma!

“Não quero aquele estágio porque a agência paga pouco”
Se você considerar que geralmente você precisa pagar para aprender algo, ganhar pouco para conseguir experiência profissional, pelo menos início, já é um grande lucro. Reflita sobre as seguintes questões: Quanto custa um bom curso de Photoshop? Quanto você precisaria desembolsar para fazer aquele curso de redação publicitária lá na capital? Agora responda: quanto você pagaria para ter o item mais valorizado nas entrevistas de emprego: a experiência profissional? Reflita sobre isso. Ninguém começou a carreira ganhando rios de dinheiro. Ganhar pouco ou nada no início para entrar no mercado pode ser um grande negócio.

Estas são apenas algumas dicas de como conseguir experiência profissional. Com certeza existem diversas outras maneiras, mas nenhuma delas será válida se não contar com uma boa dose de determinação e iniciativa. Portanto, não há desculpas! Se você deseja a tal da experiência profissional, comece a batalhar por ela.
Eaí, gostou? Republique!